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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Apocalipse: Cristianismo

   Ao contrário do que muitos pensam, "Apocalipse" não significa "fim do mundo", mas, sim, "revelação". No caso do cristianismo, o apocalipse (ou Apocalipse de João) é o último dos livros que compõem a bíblia e relata mensagens de Jesus Cristo sobre o que aconteceria no futuro. Existem, contudo, três formas de interpretar-se a bíblia: preterista (as revelações ocorrem no passado), historicista (tudo acontece ao decorrer da história) e futurista (as revelações são profecias que ainda não começaram).
   É possível, ainda, inferir uma leitura simbólica sobre o livro Apocalipse, tendo todos os acontecimentos como uma metáfora para algo que ocorrera dentro do império romano (local onde o cristianismo surgiu e foi perseguido). Os cavalos representariam momentos do império ou, por exemplo, a esperança (no caso do primeiro cavalo).


   Segundo o livro, o apocalipse teria início quando o pergaminho (guardado na mão direita daquele que senta no trono principal) fosse aberto pelo Leão de Judá e o primeiro selo fosse quebrado. A partir dai, iniciaria-se uma sequência de selos, trombetas e taças que trariam consigo um castigo para o mundo.

  • Primeiro selo: traz o cavaleiro do cavalo branco: Peste. Ele carrega um arco e uma coroa, caminha pela terra conquistando seguidores e levando doenças. Acor branca do cavalo representa a pureza, a falsa inocência.
  • Segundo selo: traz o cavaleiro do cavalo vermelho: Guerra. Ele carrega uma espada e, como o próprio nome diz, carrega a guerra e a destruição por onde passa. O vermelho representa o sangue.
  • Terceiro selo: o cavaleiro do cavalo negro: Fome. Anda com uma balança, representando a desigualdade na divisão de alimento. Carrega muita morte consigo. O preto significa a própria escuridão.
  • Quarto selo: o último cavaleiro, montado no cavalo amarelo: Morte. Carrega uma jarra e é o mais poderoso dos cavaleiros, carregando a peste, a guerra e a fome. A cor amarela representa o cadáver em decomposição.
  • Quinto selo: traz os mortos de volta à vida. 
  • Sexto selo: perturbações cósmicas e marcação de todos aqueles que seguiram o Anti-Cristo.
  • Sétimo selo: dá início às sete trombetas.


   As sete trombetas são tocadas por sete anjos, um após o outro. Assim como os selos, cada uma traz um castigo:
  • Primeira trombeta: granizo e fogo que destroem grande parte da flora.
  • Segunda trombeta: um meteoro cai no oceano e mata grande parte da vida marinha.
  • Terceira trombeta: um meteoro cai nos lagos e rios.
  • Quarta trombeta: faz o Sol e a Lua escurecerem.
  • Quinta trombeta: traz uma praga de gafanhotos que ataca e tortura a humanidade.
  • Sexta trombeta: libera um exército que aniquila um terço da população.
  • Sétima trombeta: dá início às sete taças.
  As sete taças carregam a ira de Deus e também são derramadas por anjos:
  • Primeira taça: é derramada sobre a terra. Feridas dolorosas se abrem nos que foram marcados por seguir o Anti-Cristo.
  • Segunda taça: é derramada no mar, que se transforma em sangue e extingue a vida marinha.
  • Terceira taça: é derramada nos rios e fontes, transformando-os em sangue.
  • Quarta taça: é derramada sobre o Sol, que queima a humanidade. Os homens se recusam a glorificar Javé e o amaldiçoam pelas pragas.
  • Quinta taça: derramada no trono da Besta. O reino do Anti-Cristo é envolto em trevas e os homens mordem as próprias línguas com tamanha agonia. Continuam a não render-se a deus.
  • Sexta taça: derramada sobre o rio Eufrates, que seca, abrindo caminho para os reis do Oriente.
  • Sétima taça: granizos de cerca de 35kg caem sobre os pecadores que ainda restam.
   Após 40 anos de tribulação, deus desce à terra e reinicia a vida.


 


sábado, 29 de março de 2014

Comparativo: Cristianismo x Mitologia Grega

   Várias especulações foram ( e são) feitas sobre o cristianismo. A maioria parte de pessoas que não creem no mesmo deus ou que têm opiniões contrárias às pregadas pelos cristãos. Com o tempo, as teorias foram ganhando espaço e englobando pesquisadores e historiadores. As comparações entre o cristianismo e outras crenças começaram a ser feitas e, na verdade, possuem embasamento histórico. As comparações não seriam possíveis, evidentemente, se o cristianismo antecedesse as crenças politeístas. É constatado pela história, entretanto, que o monoteísmo é muito jovem se comparado à outros tipos de religião.
   A maior comparação é feita tendo a mitologia grega como base. Dentre vários pontos ressaltados e julgados, alguns tem mais relevância que outros. Todos, porém, contêm a mesma veracidade.



  •    Uma das comparações mais clichê é feita entre Zeus e Javé: ambos são deuses supremos e tiveram filhos com mortais (no caso de Zeus, vários). Filhos que, em terra, carregavam a missão de servir seus pais (fosse pregando sua vontade ou combatendo seus inimigos).
  •    Lúcifer e Hades objetivaram roubar o poder para si. Hades tentou destronar o irmão, Zeus, e controlar todos os deuses. Lúcifer, o segundo na hierarquia celeste, também lutou pelo trono do Todo Poderoso. Ambos fracassaram e, como resultado, foram banidos para o abismo (submundo) e lá mantêm seus governos. Em grego, a tradução para "inferno" é "hades".
  •    Tanto na mitologia grega quanto no cristianismo, existem seres poderosos e perigosos que permanecem presos no abismo para não causarem maiores danos à humanidade. Para os gregos, são os titãs. Para os cristãos, os anjos caídos. 

   Essas teorias, porém, englobam somente os deuses e criaturas que não tiveram contato com os humanos. Quando trazemos as comparações para um campo mais próximo (os filhos que estiveram em solo terrestre), as comparações ganham, de certa forma, uma maior base.

Ísis amamentando seu filho Hórus - Mitologia Egípcia (milênios antes do cristianismo)
   Jesus, filho de Javé, pode ser comparado com três personagens da mitologia grega (todos filhos de deuses com humanos):

  • Dionísio: filho de Zeus com uma mortal, ele era responsável por grandes feitos (como transformar água em vinho) e festas. Durante uma batalha, foi morto ao ajudar os deuses. Como recompensa, foi ressuscitado por Zeus e ascendeu ao céu. 
  • Perseu: também filho de Zeus, tinha permissão de seu pai para agir sobre a humanidade e combater Hades. Desceu ao submundo para cumprir sua missão. E salvou o mundo da fúria do deus da morte.
  • Asclepius: filho de Apolo, era um curandeiro que andava entre aldeias e curava os enfermos (tinha o poder da cura milagrosa, assim como Jesus). Movido por uma grande compaixão, ressuscitou um morto, assim como Jesus ressuscitou Lázaro. 
   Tendo em vista todas essas comparações e sabendo que o Cristianismo surgiu numa região onde a religião predominante era o politeísmo grego (no caso, romano), por que achar que os únicos a possuírem mitos são os gregos?
 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Cristianismo: Javé

   Javé, ou Jeová, é o nome dado ao deus judaico, que é o mesmo do cristão. A diferença, porém, é que os cristãos referem-se a ele apenas como "Deus", sem levar em consideração os nomes outrora utilizados. Atualmente, o Cristianismo é tido como a religião com o maior números de adeptos em todo o mundo (mais de 2 bilhões) e segue a Bíblia como livro sagrado. Há diversas interpretações sobre a Bíblia, das mais céticas às mais fervorosas. Não se sabe, logicamente, quais são as feições de Javé. A figura que é compactuada, porém, consiste num estereótipo europeu, com cabelos, pele e olhos claros. O deus do cristianismo é onipotente, onipresente e onisciente. Acredita-se que o mesmo sabe de tudo que acontecerá até que o mundo acabe e tem perfeito controle para mudar o curso da história. Por ser uma religião monoteísta, Javé é responsável pela vida, morte e todas as outras características que, em outras crenças, eram divididas entre outros deuses.


   Assim como os maiores deuses de outras crenças, Javé foi responsável pela criação do mundo como ele é. Segundo a crença, o mundo foi criado em seis dias. No primeiro dia, deus criou a luz; no segundo, separou águas e céu; no terceiro, fez surgir a terra, dando origem aos mares. Na terra seca, criou árvores frutíferas, ervas e vegetais; no quarto dia, criou o Sol, a lua e as estrelas; no quinto dia, criou os animais aquáticos e aves; no sexto, os animais terrestres e o homem. Tirou o sétimo dia para descansar. Os primeiros humanos criados foram Adão e Eva, que viviam no Jardim do Éden. Após serem incitados a pecar, foram expulsos de lá e castigados por Javé: a mulher passaria por dores durante o parto e o homem teria que suar para conseguir o pão de cada dia.
   No cristianismo, Javé enviou seu filho, Jesus, à terra. Ele foi concebido por Maria e criado por ela e seu marido, José. Acredita-se que Jesus seja o próprio Javé humanizado e que, em terra, realizou vários milagres, carregando seguidores e discípulos por onde quer que fosse. Ao ser crucificado e morto, Jesus ressuscitou após três dias e ascendeu aos céus para voltar ao lado de seu pai.


   Não se pode deixar de citar que existem diversas teorias sobre a Bíblia. Vários livros e filmes já foram criados para fazer alusão ao cristianismo e demonstrar um ponto de vista diferente do qual é seguido. Apesar de poder ser comparado com algumas mitologias, o cristianismo é considerado religião por possuir seguidores e não pode ser considerado, oficialmente, uma mitologia. Várias comparações, inclusive, são feitas entre Zeus e Javé ou Dionísio e Jesus. Há teorias que dizem que Eva não foi a primeira mulher e, com isso, inicia-se um debate entre Razão e Fé. Mas essas são cenas para próximos capítulos, com maiores aprofundamentos no cristianismo.