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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Deuses Nórdicos: Balder

Balder ou Baldur é o "Cristo" na Mitologia Nórdica e deus da luz, da beleza e da inocência. Filho de Odin e pai de Forseti (Deus da justiça).
Ja dizia na lenda que desde pequeno sofria terríveis pesadelos que mostravam uma premonição de sua morte. Com isso, a mãe de Balder decide tomar uma posição e acaba percorrendo os nove mundos fazendo todo ser vivente, animal, vegetal e mineral prometer que jamais iriam prejudicar o pequeno Balder. Todos os seres viventes se posicionam de acordo ao juramento, exceto a planta do visco. Sua mãe não dá importância a este fato e termina acreditando que o problema está resolvido.

Desta maneira, Balder torna-se imortal. Os Deuses do Valhalla se divertem disparando flechas que não lhe causam a mínima ferida. Entretanto Loki, o Deus do Fogo e da trapaça, trai os Deuses. Engana o Deus cego Hodr dando-lhe uma fecha cuja ponta foi aderida a um ramo da planta de visco. O Deus cego dispara contra Balder e este cai mortalmente ferido.

Hodr  portando seu arco com a flecha da planta de visco.
A morte de Balder. Christoffer Wilhelm Eckersberg
Assim vemos como o Deus do Fogo, traindo os Deuses, assassina o Cristo Íntimo dentro de nós, fato este similar aos de outros ensinamentos proferidos por outras religiões: Osíris assassinado por Seth(Egípcia), Hiram Abiff pelos três traidores(Bíblia), etc.

Quando Balder está em seu leito de morte, Odin lhe diz umas palavras ao ouvido. Ninguém sabe o que lhe diz, mas conta a lenda que é a promessa da ressurreição, após a purificação do mundo, depois da grande catástrofe em Ragnarok.

Balder é mencionado, à pedido de curiosidade, em jogos da nossa geração como por exemplo Baldur's Gate e Too Human.

terça-feira, 25 de março de 2014

Deuses Egípcios: Anubis

   Da mesma forma que grande parte dos deuses egípcios, Anubis é retratado com a cabeça de um animal (no caso dele, um chacal). No Baixo Império (primeira fase do império egípcio), Anubis era visto como o principal deus do mundo inferior e era, além disso, associado à mumificação. Com a chegada do Médio Império (segunda fase do império egípcio), o deus Osíris tomou o papel de mais importante deus da morte e Anubis tornou-se o juiz dos mortos. A associação do deus com um chacal deve-se, possivelmente, ao fato de que chacais eram animais que perambulavam cemitérios. Sua representação em preto também possui um significado: a obscuridade dos corpos embalsamados.


   Em seu papel como deus da mumificação e juiz do submundo, Anubis carregava a alma dos mumificados e os conduzia até seus domínios, onde o julgamento era feito. Colocava o coração do morto em uma balança e do outro lado, uma pena (Pena da Verdade). Caso o coração pesasse mais do que a pena, seria considerado repleto de maldade e Ammit (criatura parte leão, parte crocodilo e parte hipopótamo) o devorava. Se o coração, porém, fosse mais leve que a pena e, portanto, rico em bondade, Anubis conduzia a alma pelo Rio Nilo. Por ele, iam ao encontro de Osíris, que faria a parte final do julgamento: decidir para onde a alma rumaria. Por crer na mumificação, a alma poderia ser levada ao paraíso ou retornar ao mundo dos vivos.


   O seu verdadeiro nome era "Anpu" ou "Inpu". "Anubis" é o nome que lhe foi dado pelos gregos. O deus chacal era considerado a primeira múmia que existiu. Por ser, talvez, a religião mais antiga de todas, não se tem muitos detalhes sobre os deuses da mitologia egípcia. Anubis era filho de Néftis e Osíris. Pai de Qeb-hwt e marido de Anput. Mais tarde, na mitologia grega, foi, por vezes, associado ao deus Hermes, gerando Hermanúbis.


domingo, 23 de março de 2014

Mitologia Grega: Deuses Maiores

   A mitologia grega possui diversos deuses, que podem ser classificados como deuses maiores (principais) ou deuses menores. Os deuses menores são de menor importância nos contos e não têm participação efetiva (na maioria dos casos). Já os maiores, são sempre os pais dos semideuses que protagonizam as aventuras ou estão ligados diretamente ao combate contra os vilões. Os deuses maiores vivem no monte olimpo (com exceção de um) e lá se reúnem para tomar vários tipos de decisões.



  •    Zeus: deus dos deuses, senhor dos céus e dos trovões. Pai de inúmeros deuses e semideuses (Ares, Hefesto, Héracles, Perseu, etc), Zeus é o mais poderoso deus da mitologia grega, responsável por derrotar seu pai, Cronos, e libertar seus irmãos de sua barriga. (É conhecido como Júpiter na mitologia romana.)
  •    Poseidon: irmão de Zeus, deus dos mares. Sua arma é um tridente e seu símbolo pode ser, também, um golfinho. Poseidon também possui filhos semideuses fortes (Berelofonte, que derrotou a Quimera) e derrotou Oceano, o titã do mar, para tomar conta de seus domínios.(Conhecido como Netuno na mitologia romana.)
  •    Hades: irmão de Zeus e Poseidon, é o único dos deuses maiores que não vive no Olimpo. Passa todo o tempo no seu domínio: o submundo. Sua arma é o elmo da invisibilidade. A relação de Hades com os outros deuses não é das melhores e, por vezes, é visto como vilão. (Visto como Plutão pela mitologia romana.)
  •    Ares: filho legítimo de Zeus e Hera, Ares é o deus da guerra (selvagem). Por ser o deus dos guerreiros, foi a dividade mais cultuada em Esparta. Em alguns mitos, Ares ia à guerra acompanhado dos deuses do pânico e do medo (Deimos e Fobos), que amedrontavam seus inimigos (ambos são filhos do deus). (Na mitologia romana, Ares é Marte.)
  •    Hefesto: filho de Zeus e Hera, deus do fogo e das forjas. Era manco e, por isso, visto como grotesco pelos outros deuses (há várias teorias sobre como ele tornou-se manco). Foi responsável por forjar Égide, o escudo de Zeus, e Pandora, a primeira mulher mortal. Seu símbolo é o martelo, a bigorna e a tenaz. (Vulcano é o nome do seu correspondente romano.)
  •    Dionísio: filho de Zeus com uma mortal (Sêmele) é o único deus mestiço. Senhor do vinho, das festas e da insanidade. Como semideus, auxiliou os deuses na batalha contra os gigantes (Gigantomaquia) e foi morto. Como recompensa pelo que fizera, ele foi ressuscitado e ascendeu aos céus como um deus. (É conhecido pelos romanos como Baco.)


  •   Hermes: é o deus com a maior quantidade de atributos. Por ter muita eloquência e versatilidade, a lista de domínios de Hermes é quase inacabável. Entre os mais importantes, é deus dos ladrões, do comércio e das viagens; patrono dos políticos, oradores e diplomatas. Era o mensageiro dos deuses e usava sandálias aladas. Foi um dos deuses mais cultuados e acredita-se que sua origem precede a mitologia grega. Filho de Zeus e Maia, usava um caduceu. (Conhecido como Mércurio na mitologia romana).
  •   Apolo: filho de Zeus e Leto, era outro deus com inúmeras funções. Considerado deus das artes, da medicina, das previsões e (depois de Hélio ser deposto) do Sol. Era considerado, também, purificador e patrono dos oráculos. Possuía um arco e uma lira, por ser o deus da música. Apolo chegou a ter vários amores (inclusive masculinos), mas não teve sucesso amoroso. (Seu nome não muda na mitologia romana.)
  •   Ártemis: irmã gêmea de Apolo, Ártemis é a deusa da lua e da caça. Exímia atiradora, ela jurou virgindade e apaixonou-se apenas uma vez, mas foi vítima de um golpe de seu irmão e matou seu amante. Ártemis coordena as Caçadoras de Ártemis, um grupo de guerreiras jovens e virgens que a ajudam em batalhas. (Seu nome romano é Diana.)
  •   Hera: irmã de Zeus, Poseidon, Hades e Deméter, é a deusa do casamento e da família. Casado com Zeus, ela é a deusa mais traída de todas as mitologias. Conhecida pelo seu imenso ódio pelas amantes e crias de Zeus, por vezes, causa suas mortes ou castigos. O único filho de Zeus que não odeia é Hermes. Seu símbolo é o pavão. (Juno é o seu correspondente romano.)
  •   Afrodite: deusa do amor, da beleza e da sexualidade. Um dos mitos afirma que é filha de Urano e uma concha. Portanto, a mais antiga dos deuses maiores. Afrodite é casada com Hefesto por ordens de Zeus, mas mantinha um relacionamento com Ares, com quem teve filhos, como Eros. O cisne era um dos seus animais sagrados. (O seu equivalente romano é Vênus.)
  •   Atena: deusa da sabedoria, da estratégia e da guerra (estratégica). É filha de Zeus e Métis e é a mais inteligente dentre os deuses. Patrona da cidade de Atenas, ela nasceu do cérebro de Zeus, seu pai, e não de uma fecundação normal. Conhecida por ajudar vários heróis gregos, tem um dos templos mais famosos: o Partenon. Perdeu muita influência em Roma e ficou conhecida como Minerva.
  •   Deméter: irmã de Zeus, Poseidon, Hades e Hera, é a deusa da agricultura, mãe de Perséfone e, talvez, a menos famosa dos deuses maiores. Tem pouca participação bélica nas histórias e não possui muitos filhos com humanos. Teve, ainda, um filho com Poseidon: o cavalo Árion, o cavalo mais rápido de todos os tempos. (É conhecida como Ceres na mitologia romana.)



sexta-feira, 21 de março de 2014

Cristianismo: Javé

   Javé, ou Jeová, é o nome dado ao deus judaico, que é o mesmo do cristão. A diferença, porém, é que os cristãos referem-se a ele apenas como "Deus", sem levar em consideração os nomes outrora utilizados. Atualmente, o Cristianismo é tido como a religião com o maior números de adeptos em todo o mundo (mais de 2 bilhões) e segue a Bíblia como livro sagrado. Há diversas interpretações sobre a Bíblia, das mais céticas às mais fervorosas. Não se sabe, logicamente, quais são as feições de Javé. A figura que é compactuada, porém, consiste num estereótipo europeu, com cabelos, pele e olhos claros. O deus do cristianismo é onipotente, onipresente e onisciente. Acredita-se que o mesmo sabe de tudo que acontecerá até que o mundo acabe e tem perfeito controle para mudar o curso da história. Por ser uma religião monoteísta, Javé é responsável pela vida, morte e todas as outras características que, em outras crenças, eram divididas entre outros deuses.


   Assim como os maiores deuses de outras crenças, Javé foi responsável pela criação do mundo como ele é. Segundo a crença, o mundo foi criado em seis dias. No primeiro dia, deus criou a luz; no segundo, separou águas e céu; no terceiro, fez surgir a terra, dando origem aos mares. Na terra seca, criou árvores frutíferas, ervas e vegetais; no quarto dia, criou o Sol, a lua e as estrelas; no quinto dia, criou os animais aquáticos e aves; no sexto, os animais terrestres e o homem. Tirou o sétimo dia para descansar. Os primeiros humanos criados foram Adão e Eva, que viviam no Jardim do Éden. Após serem incitados a pecar, foram expulsos de lá e castigados por Javé: a mulher passaria por dores durante o parto e o homem teria que suar para conseguir o pão de cada dia.
   No cristianismo, Javé enviou seu filho, Jesus, à terra. Ele foi concebido por Maria e criado por ela e seu marido, José. Acredita-se que Jesus seja o próprio Javé humanizado e que, em terra, realizou vários milagres, carregando seguidores e discípulos por onde quer que fosse. Ao ser crucificado e morto, Jesus ressuscitou após três dias e ascendeu aos céus para voltar ao lado de seu pai.


   Não se pode deixar de citar que existem diversas teorias sobre a Bíblia. Vários livros e filmes já foram criados para fazer alusão ao cristianismo e demonstrar um ponto de vista diferente do qual é seguido. Apesar de poder ser comparado com algumas mitologias, o cristianismo é considerado religião por possuir seguidores e não pode ser considerado, oficialmente, uma mitologia. Várias comparações, inclusive, são feitas entre Zeus e Javé ou Dionísio e Jesus. Há teorias que dizem que Eva não foi a primeira mulher e, com isso, inicia-se um debate entre Razão e Fé. Mas essas são cenas para próximos capítulos, com maiores aprofundamentos no cristianismo.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Deuses Egípcios: Rá

    É o principal deus egípcio. Foi conhecido como o deus do Sol, pela grande importância da luz na produção de alimentos, e da criação do universo. Por ser uma mitologia bastante antiga e simples, não se tem muita riqueza de detalhes sobre os deuses egípcios (além de haver várias teorias diferentes). Do pouco que se sabe sobre o deus criador, apenas algumas características são de senso comum: possuía a face de uma ave de rapina (remetida a um gavião ou falcão) e era visto de quatro formas distintas durante o dia: ao nascer do Sol, era visto como uma criança recém nascida (Khepri); ao meio dia, era visto como uma ave ao horizonte; ao pôr do Sol, como um homem velho que descia à terra dos mortos; durante a noite, era visto como um barco que navegava à leste, preparando-se para o dia seguinte. Rá passava todas as horas do dia fugindo e lutando contra Apep, uma grande cobra do mundo inferior que buscava derrotá-lo para impedir que o Sol nascesse.



      Diz o mito que Rá, como deus primeiro, criou Shu (deus do ar) e Tefnut (deusa da umidade). Na mitologia egípcia (como em muitas outras) era muito comum a relação entre irmãos e, da união desses, foram criados Geb (deus da terra) e Nut (deusa dos céus). Quando o amor surgiu entre os netos de Rá, ele ordenou que seu filho, e pai de ambos, os separasse. Surge, então, o mundo como conhecemos: céu, terra e o ar que os separa.
   Alguns mitos dizem, ainda, que Rá esforçou-se muito para criar o mundo e, por causa disso, chorou. Suas lágrimas geraram os primeiros humanos, que proliferaram a sua raça.  Esse era o motivo pelo qual os egípcios acreditavam ser o "rebanho de Rá". O deus do Sol deu origem, também, a outros deuses importantes, como Hórus, Osíris, Ísis, Seth e Néftis.

    A visão do deus mudou muito com o passar dos anos. Principalmente pelo fato de alguns faraós utilizá-lo para fins próprios. Inicialmente, o culto principal acontecia em Heliópolis (mais antigo centro comercial do Baixo Egito), mas isso também mudou com os anos. Rá foi incorporado a vários outros deuses no decorrer dos tempos. Às vezes, para exercer maior poder (como quando se fundiu com Hórus: Re-Horakhty) e, às vezes, para ser visto como espírito protetor dos faraós (Amon-Rá). Após a aceitação de Amon-Rá, os faraós passaram a ser vistos como a incarnação do deus.






quarta-feira, 19 de março de 2014

Deuses Nórdicos: Odin

   Odin é o principal deus da mitologia nórdica (ou germânica). Assim como Zeus, Javé e vários outros deuses principais de outras mitologias, Odin é visto como sendo pai de vários deuses (mesmo não os tendo gerado) e é chamado de "Pai de Todos". Ele é o deus de muitas coisas: sabedoria, guerra e morte (embora tenha maestria em outras áreas). Viveu em Asgard, local de morada dos deuses, no palácio de Valaskjálf. Era filho de Borr e da gigante Bestla, casado com Frigg e pai de famosos deuses, como Thor e Vidar. Uma das tarefas de Odin, como deus da guerra, é enviar as Valquírias aos campos de batalha. As Valquírias são encarregadas de recolher os corpos dos heróis mortos em guerra e conduzi-los até Valhalla. Lá, os mortos participam de vários banquetes junto a Odin e esperam até o dia do juízo final, quando serão requisitados para juntar-se à luta. 


   O nascimento de Odin está diretamente ligado ao surgimento do mundo, segundo a mitologia nórdica, pelo fato de ele ter sido um dos primeiros deuses a surgir. Quando tudo teve início, existia apenas um gigante chamado Ymir e uma vaca que o alimentava: Audumbla. Com o tempo, surgiu o primeiro deus, que deu origem a Borr, o pai de Odin. Borr, então, teve três filhos: Odin, Vili e Ve. Juntos, derrotaram Ymir e de seu corpo criaram o mundo. Sabe-se, também, que Odin, e todos os outros deuses da mitologia nórdica, tem seu destino selado por uma profecia que prevê o fim do mundo. O evento é conhecido como Ragnarök e, durante ele, o deus morrerá pelas garras do lobo Fenrir que, por sua vez, será vítima da vingança de Vidar pela morte do pai. 
   Odin tornou-se o deus da sabedoria quando foi à Fonte da Sabedoria, em uma das raízes da grande árvore Yggdrasil. Lá, Mimir, guardião da fonte e tio do deus, concedeu-lhe o direito de beber da fonte. Em troca, porém, pediu um dos olhos de Odin, que o entregou prontamente. 


   O grande deus nórdico senta-se no trono de Hildskialf, de onde consegue ver tudo o que acontece em todos os nove mundos. É acompanhado de dois lobos e dois corvos. Os lobos, Geri e Freki, são sua companhia em batalhas e caçadas, devorando os cadáveres pelo caminho. Os corvos, Munin e Hugin, por sua vez, representam a memória e o pensamento e mantêm o deus informado sobre o que está havendo nos mundos. O cavalo do 'Pai de Todos' chama-se Sleipnir. É o cavalo mais rápido do mundo (com oito patas), capaz de cavalgar pelos nove reinos. Seja por terra, por água ou mesmo pelo espaço. 



terça-feira, 18 de março de 2014

Deuses Gregos: Zeus

  Também conhecido como "Júpiter" na mitologia romana, Zeus é o deus dos deuses, deus do céu e dos trovões, na mitologia grega. Filho de Cronos e Reia, é o mais novo de seus irmãos e governa todos os deuses e humanos. Vive no Monte Olimpo junto aos demais deuses e é conhecido pelo seu apetite sexual e consequente número de filhos. Envolveu-se com deusas, humanas e, até mesmo, com outras entidades, como ninfas. Gerou filhos poderosos e heróis, como Atena, Ártemis, Apolo, Perseu, Héracles, as Musas, etc. Em tese, porém, o deus era casado com a deusa do matrimônio e da família: Hera. Com ela, tivera filhos como Ares e Hefesto. Contudo, é considerado o pai de todos os deuses (mesmo os que não foram gerados por ele) e comanda a todos. 
   

   Zeus nasceu a partir da união dos titãs Cronos e Reia. Cronos, o titã do tempo, temia uma profecia que previa sua derrota por um de seus filhos. Na tentativa de evitar a realização do seu destino, ele devorava todas as suas crias logo após nascerem. Para evitar a morte do filho e punir o titã, Reia deu à luz a Zeus na Ilha de Creta e entregou uma pedra a Cronos, que a engoliu, acreditando ser o deus.
   Foi criado numa caverna, sendo amamentado por uma cabra e sob os cuidados de uma família de pastores e algumas ninfas. Ao chegar à idade adulta, Zeus foi até Cronos e o forçou a vomitar todos os seus irmãos que havia engolido. Algumas versões afirmam que Zeus obteve a ajuda da titã Métis, que cedeu um veneno capaz de gerar o vômito. Outras, porém, relatam a façanha do deus ao abrir a barriga do próprio pai. Após a libertação de seus irmãos (Poseidon, Hades, Héstia, Hera e Deméter), Zeus dirigiu-se ao tártaro, derrotou o guarda Campe e libertou os gigantes, hecatônquiros e cíclopes que lá estavam presos. 

   Em forma de agradecimento, os cíclopes, que eram grandes artesãos, presentearam Zeus com o Raio Mestre (a arma e futuro símbolo de Zeus). Juntamente com seus irmãos e, agora, com os cíclopes, gigantes e hecatônquiros, Zeus deu início ao que ficou conhecido como Titanomaquia: a guerra que destronou os titãs e deu aos deuses total governo e poder sobre o mundo. Os derrotados titãs sucumbiram e foram enviados aos Tártaro, onde permanecem presos pela eternidade. Ao término do combate, Zeus dividiu o planeta entre ele e seus irmãos mais velhos (Poseidon e Hades). O deus dos deuses ficou responsável pelo céu e pelo ar; Poseidon, pelas águas e, por último, Hades ficou responsável pelo submundo.
   A maioria dos mitos gregos envolvem Zeus. Seja através de seus filhos (semideuses heróis) ou por relatos de guerras e disputas entre eles e outros deuses ou inimigos. O deus do céu não foi destronado até onde se tem notícia. Permaneceu governando os deuses e os humanos e possuía símbolos que, segundo alguns, ainda podem ser vistos nos dias de hoje (como a águia presente na bandeira dos Estados Unidos).